Erica Cristina

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera. Instrutora da National Safety Council (NSC) em Primeiros Socorros, habilitada pela American Heart Association (AHA) em BLS.

Orientações de Enfermagem ao Paciente com Paralisia de Bell

Orientações de Enfermagem ao Paciente com Paralisia de Bell

5 minutos A Paralisia de Bell, também conhecida como paralisia facial periférica idiopática, ocorre devido à inflamação unilateral do VII nervo craniano, causando fraqueza ou paralisia dos músculos faciais do lado afetado. A causa ainda é desconhecida (por isso considerada idiopática), mas as possíveis etiologias podem estar relacionadas à isquemia vascular, doenças virais como herpes simples e herpes-zóster e doenças autoimunes. A maior parte dos pacientes se recupera totalmente e a paralisia raramente reaparece. Por ano estima-se que a incidência seja de 20 a Continue lendo

Orientações de Enfermagem ao Paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico

Orientações de Enfermagem ao Paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico

6 minutos O que é Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)? É uma doença inflamatória crônica e multissistêmica que acomete quase todos os órgãos do corpo. O LES é resultado de um distúrbio da regulação imune que leva ao excesso de produção de autoanticorpos. Fisiopatologia É um distúrbio produzido por alguma combinação de fatores genéticos, fatores hormonais e fatores ambientais. Alguns medicamentos como procainamida (Pronestyl), hidralazina (Apresoline), clorpromazina (Thorazine), isoniazida (INH) e medicamentos anticonvulsivantes foram implicados no LES induzido por fármacos ou substâncias químicas. As células Continue lendo

Assistência de Enfermagem ao Paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Assistência de Enfermagem ao Paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

6 minutos A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma patologia de etiologia ainda desconhecida, sendo caracterizada por perda de neurônios motores que são as células que controlam os músculos nos cornos anteriores da medula espinhal e nos músculos motores da parte anterior do tronco encefálico. ELA é uma doença considerada multissistêmica visto que o sistema motor é tipicamente o primeiro e o mais afetado drasticamente. A sua incidência por ano é de 1,5 a 2,5 por 100.000 habitantes. Os homens são levemente mais afetados Continue lendo

Choque Neurogênico e a Atuação da Enfermagem

Choque Neurogênico e a Atuação da Enfermagem

3 minutos O choque neurogênico é um tipo de choque distributivo ou vasogênico, no qual há perda do tônus simpático que causa a hipovolemia relativa, isto é, a perda do equilíbrio entre as estimulações parassimpática e simpática. A estimulação simpática faz o músculo liso vascular se contrair e a estimulação parassimpática faz o músculo liso vascular relaxar ou dilatar. A estimulação parassimpática predominante provoca a vasodilatação, que dura por períodos longos, levando ao estado hipovolêmico relativo. Por sua vez, o volume sanguíneo é adequado, Continue lendo

Assistência de Enfermagem a Pacientes com Hemofilia

Assistência de Enfermagem a Pacientes com Hemofilia

6 minutos As hemofilias são doenças hemorrágicas podem decorrer de fatores adquiridos ou hereditários. As formas adquiridas são mais raras, podendo resultar do desenvolvimento de aloanticorpos, agregados a doenças autoimunes. Quando hereditária, trata-se de uma doença ligada ao cromossomo X, caracterizada pela deficiência da atividade coagulante do fator VIII (hemofilia A) ou fator IX (hemofilia B), as quais são indistinguíveis clinicamente, porém diferenciadas por exames laboratoriais. A hemofilia A é mais comum que a hemofilia B (também conhecida como doença de Christmas) e representa Continue lendo

A Importância da Enfermagem no Teste do Pezinho

A Importância da Enfermagem no Teste do Pezinho

8 minutos O Teste do Pezinho consiste em exames laboratoriais que fazem parte da Triagem Neonatal que inclui também os testes do olhinho, do coraçãozinho e da orelhinha, sendo importante para diagnosticar alterações que possam prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido (RN). Tem por objetivo rastrear algumas doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, antes mesmo que os sintomas se tornem evidentes, facilitando assim a inclusão do RN em tratamento específico, a fim de amenizar ou eliminar sequelas associadas a cada doença, permitindo-lhe uma melhor qualidade Continue lendo

Cuidados de Enfermagem ao Paciente com Esclerose Múltipla

Cuidados de Enfermagem ao Paciente com Esclerose Múltipla

9 minutos A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônico-degenerativa que afeta o sistema nervoso central (SNC), sendo caracterizada pela destruição da mielina, proteína essencial para transmissão dos impulsos nervosos. No Brasil, estima-se que a incidência da EM seja cerca de 10 casos a cada 100 mil habitantes. A EM é conhecida pelos franceses como esclerose em placas e pelos ingleses como esclerose disseminada e foi descrita em 1868 pelo francês Jean Charcot, registrando as áreas endurecidas espalhadas pelo SNC dos pacientes portadores. É Continue lendo

O Paciente com Epididimite

O Paciente com Epididimite

4 minutos Epididimite é uma infecção do epidídimo, geralmente se dissemina a partir da uretra, bexiga ou próstata. É caracterizada pela dor escrotal e aumento de volume do epidídimo, normalmente unilateral e com menos de seis semanas de evolução. Epidemiologia Por ano, a sua incidência é menos de 1 caso para cada 1.000 homens e ocorre em maior número em homens entre 19 a 35 anos de idade, sendo raras na infância. Pode ser afetado tanto no lado direito, como no lado esquerdo. A Continue lendo

Atenção à Mulher no Período de Climatério/Menopausa

Atenção à Mulher no Período de Climatério/Menopausa

5 minutos Climatério ou perimenopausa é definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma fase fisiológica da vida e não um processo patológico, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher, sendo nesse período em que surgem as irregularidades menstruais e queixas vasomotoras, antecedendo a menopausa, visto que é nesse período que se inicia a queda da produção hormonal. A menopausa é a última fase do climatério, pois ocorre seguido por doze meses de ausência Continue lendo

A Importância do Brinquedo Terapêutico no Atendimento à Criança Hospitalizada

A Importância do Brinquedo Terapêutico no Atendimento à Criança Hospitalizada

6 minutos A hospitalização não é algo fácil para ninguém, imaginem para nossas crianças que por muitas vezes não sabem exatamente o que está acontecendo ou o que irá acontecer. Essa situação traz, não só para a criança como para a família, uma mudança de rotina. A hospitalização pode causar estresse, pois a criança sai do conforto do seu lar, é afastada do convívio contínuo de familiares e dos colegas de escola, passando a conviver com pessoas, que, a princípio, são estranhas, perdendo parte Continue lendo